Quaresma

Autor: Tiago Lucas

 

 

Tempo da Quaresma é o período do ano litúrgico que antecede a Páscoa cristã, sendo celebrado por algumas igrejas cristãs, dentre as quais a Católica, a Ortodoxa, a Anglicana, a Luterana.

A expressão Quaresma é originária do latim, quadragesima dies (quadragésimo dia). O adjetivo referente a este período é dito quaresmal ou, mais raro, quadragesimal.

Em diversas denominações cristãs, o Ciclo Pascal compreende três tempos: preparação, celebração e prolongamento. A Quaresma insere-se no período de preparação.

Os serviços religiosos desse tempo intentam a preparação da comunidade de fiéis para a celebração da festa pascal, que comemora a ressurreição e a vitória de Cristo depois dos seus sofrimentos e morte, conforme narrados nos Evangelhos.

A Quaresma foi instituída pela Igreja para que os cristãos possam preparar-se para a Páscoa, em tudo o que ela representa: o maior mistério da Fé, a esperança da Ressurreição. Jesus Cristo ressuscitou ao 3º dia, deixando-nos para sempre o seu maior ensinamento: tudo na vida renasce para aqueles que ACREDITAM.

A Quaresma serve, pois, para refletirmos sobre quem somos e compreendermos como podemos ser melhores – e, desse modo, aproximarmo-nos de Cristo.

A cor que lhe está associada é o roxo, que representa a penitência e a conversão. A Quaresma é tempo para reflexão sobre os nossos pecados e arrependimento sincero em relação a eles, para que possamos ser mais dignos do sacrifício que Jesus fez por nós.

 

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A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.

A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimónia utiliza essas cinzas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

A Quaresma em Loriga, foi sempre um período de verdadeira manifestação religiosa, de muita fé e muita devoção.

Mesmo hoje apesar de os tempos serem outros, continua a verificar-se o mesmo espírito religioso, tal como outrora. Continuam-se a realizar todos os atos litúrgicos, próprios desta quadra dolorosa da Igreja Católica que sempre se conheceu.

 

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Madrugada de Sábado para Domingo durante a Quaresma

Durante o período da Quaresma em Loriga, uma vila da Serra da Estrela faz-se a Amenta das Almas.

Em todas as madrugadas de Sábado para Domingo por voltas das 2 da manhã, o povo reza pelas almas e pede a Deus que as receba, é assim a Amenta, uma tradição que se perde no tempo.

Em Loriga, alguns homens acordam e enfrentam a escuridão lá fora; o encontro é no Adro da Igreja por volta das duas da manhã… é então que cada um toma lugar em 5 pontos da vila, no centro fica a torre da Igreja onde está o último homem, formando assim uma estrela.

Para eles o frio não os perturba, é o dever que os chamam, é sempre assim durante o período da Quaresma, nas madrugadas de Sábado para Domingo.

A reza é quente e faz esquecer o tempo, as horas, é a tradição que se perde em várias gerações misturadas com o amor à terra que os viu nascer.

Toda a Vila reza, acordada pelo mesmo sentimento: A Amenta das Almas, um canto que já atravessa várias gerações.

Afinal as Almas descansam, é para isso que se faz a Amenta, uma tradição que também existe noutras terras, mas nós Loriguenses dizemos que é em Loriga que se sente mais.

Por meio de badaladas no sino da torre da Igreja anuncia-se a cerimónia.

Bendita e louvada seja,
A paixão do Redentor,
Para nos livrar das culpas
Morreu em nosso favor

Acorda, pecador, acorda,
Do sono em que está “dormente”,
Lembra-te das benditas almas,
Que estão no fogo ardente.

Estas quadras cantadas com música elegíaca, arrastada, dolorosa, ecoam pelas ruas, despertando os que já dormem, para orem pelas almas dos seus mortos queridos, cobrindo a vila de saudades.

– Vozes dos “Penitentes”: – Rezemos com devoção um Padre-nosso e Ave-maria.

– Respondem da torre da Igreja: – Seja pelo Divino amor de Deus, segue-se uma badalada.

Cântico

Cântico:

Repetidas são as dores,
De contínuo estão gemendo,
Assim são as almas juntas,
No Purgatório ardendo.

-Vozes dos “Penitentes” pela vila: – Rezemos mais um Padre-nosso e outra Ave-maria.

-Respondem os “Penitentes” da torre da Igreja: – Seja pelo Divino amor de Deus.

Clamorosa é a recitação do Padre-nosso e da Ave-maria e pungente é a resposta.

-Vozes dos “Penitentes” pela vila: – Dai-lhes o Senhor, o eterno descanso em paz.

-Respondem os “Penitentes” da torre da Igreja: – Entre o esplendor e luz perpétua, fazei que descansem em paz.

Vem a seguir a exortação aos crentes que dormem na inconsciência do momento da vida para que não esqueçam os que penam os seus pecados, lembrando-os do efémero que é a vida deste mundo.

Exortação aos crentes

Olha cristão que és terra
Olha que há-des morrer
Há-des dar contas a Deus
Do teu bom e mau viver

Uma alma só que tens
Se a perdes que será?
Se cais no mesmo abismo
Nunca mais a Deus verás

Não caias em tentação
Como calma na geada
Que andam a tentar
Os três inimigos da alma

Confessa os teus pecados,
Emenda a tua vida,
Que a morte te anda buscando,
De noite e mais de dia.

-Vozes dos “Penitentes” pela vila: – Rezemos-lhe com devoção uma Salvé-Rainha.

-Respondem da torre da Igreja: – Seja por seus infinitos louvores.

Quando a manhã começa, os “Penitentes” juntam-se novamente no adro da Igreja para todos juntos fazerem arruada, rezando ainda pelas almas dos seus mortos regressando finalmente ao seus lares, certos do haver cumprido este seu dever sagrado.

 

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– BENÇÃO, PROCISSÃO E MISSA DOS RAMOS

              “A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém”

A Semana Santa em Loriga, organizada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas é já uma tradição arraigada.

A Semana Santa inicia-se no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Em Loriga pela manhã celebra-se a Bênção, Procissão e Missa dos Ramos. As pessoas pela manhã concentram-se com os ramos junto à Capela de Nossa Senhora do Carmo, de onde sai a Procissão com destino à Igreja para serem benzidos, seguindo-se depois a Santa Missa.

Este dia tem este nome por causa dos ramos de palmeira que foram colocados na estrada enquanto Jesus montava no jumento em Jerusalém.

 

– VIA SACRA DOS HOMENS

Na noite de Domingo de Ramos realiza-se a Via-Sacra dos Homens que transportando uma grande cruz de madeira, percorre as principais ruas da Vila, recordando o caminho doloroso percorrido por Cristo a caminho do Calvário.

A devoção da Via-Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a Paixão de Nosso Senhor, desde o Tribunal de Pilatos até ao Monte Calvário.

Esta manifestação é de muita devoção e de um verdadeiro sentimento de pesar, de silêncio e de muito sentido respeito, cerimónia esta que nenhum homem quer de maneira alguma faltar.

 

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  • SANTA MISSA, LAVA PÉS E PROCISSÃO DOS PASSOS

 

Na Quinta-Feira Santa, a noite aproxima-se e com ela toda a população se prepara para as Cerimónias, onde seria celebrada a Santa Missa, com a cerimónia do Lava Pés e a Procissão dos Passos.

A cerimónia do Lava Pés, reveste-se de uma mística especial e os jovens que são escolhidos para a integrarem, vivem aqueles momentos com um realismo que nos transporta para os tempos bíblicos.

De seguida, realiza-se a tradicional procissão do Senhor dos Passos ou do “Encontro” como popularmente muitos também assim a chamam. A Irmandade das Almas, cujos irmãos ostentam opas pretas, confirmam a sua a fé e sua devoção, assim como todos os fiéis que nela participam e que a acompanham.

Trata-se de uma reconstituição das ruas de Jerusalém, uma Via-Sacra mais imponente e com forte intensidade dramática, em que o próprio Cristo caminha com os devotos, que se mantém hoje como catequese viva e apelo profundo à conversão. No meio do percurso, dá-se o Encontro de Jesus com a sua Mãe, a “Senhora das Dores”, um dos momentos centrais do cortejo.

O cortejo sai da Igreja conduzindo a imagem do “Senhor dos Passos” que também se denomina de Santo Cristo, onde no lugar conhecido por “Praça” se aguarda a chegada dos andores com Nossa Senhora e São João, que chegam um pouco mais tarde.

É um momento em que meditamos o doloroso encontro da Virgem Maria com Jesus; é um momento de profunda reflexão sobre as dores da Mãe de Jesus, desde o Seu nascimento até a Sua morte na Cruz. Jesus sofreu a Paixão; a Virgem sofreu a compaixão por nós.

Durante esta procissão canta-se a Verónica, mostrando ao povo o pano com que tinha limpo o rosto do Senhor e no qual ficou retratado em sangue.

Recorde-se, que a Procissão dos Passos, é a mais emblemática e importante do período da Quaresma. Evoca a paixão e morte de Jesus Cristo.

 

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Madrugada de Sexta-Feira Santa

A Amenta das Almas neste dia, tem cânticos diferentes dos que aqueles que se cantam nas madrugadas de Domingo durante a Quaresma.

Nesta noite cantam-se os Martírios, cântico que, de acordo com investigações efetuadas, é o mais “Gregoriano” de quantos fazem parte deste ritual.

 

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– VIA SACRA DOS JOVENS ENCENADA

Na tarde de Sexta-feira Santa, pelas 15 Horas ocorre a tradicional Via-Sacra dos Jovens pelas ruas da Vila de Loriga. A encenação organizada pelo grupo de jovens da Catequese, emociona os populares que acompanham as estações pelas principais ruas da Vila.

A apresentação feita pelos Jovens conta o martírio de Cristo nos últimos dias de vida, proporcionando aos fiéis um pouco da real história do sofrimento de Cristo.

A apresentação termina perto das 16 Horas com o sepultamento de Cristo. Um silêncio tremendo toma conta dos fiéis presentes no interior da Igreja.

Um a um, os fiéis retiram-se demonstrando o sentimento de compaixão pela crucificação e morte de Cristo.

 

 

– ADORAÇÃO DA CRUZ

 

Ao fim da Via-Sacra dos Jovens, tem início a celebração da Paixão e Adoração à Santa Cruz. A Igreja, onde os fiéis passam pela Cruz de Cristo para Beija-la e Adora-la, crendo que pela morte de Cristo na Cruz é que chegou a Salvação para todos nós.

Na tarde de Sexta-feira Santa, apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe trespassou o lado. São João, teólogo e cronista da paixão, leva-nos a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto.

Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).

Esta celebração é dividida em três partes: a primeira, é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda, é a adoração da Santa Cruz e a terceira, é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial, não é apenas relembrar ou fazer memória dos factos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós.

Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém descrevem-nos, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue.

Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crucifixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o Senhor Padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não para ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverenciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o facto que foi através da Cruz que fomos salvos.

Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. “Jesus está vivo!” Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu. A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o símbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode-se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha connosco em nossa via-sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação.

Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.

 

 

– PROCISSÃO DO ENTERRO DO SENHOR

 

Na Sexta-feira Santa à noite em Loriga, percorre pelas principais artérias da Vila a Procissão do Enterro do Senhor.

Organizada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas de Loriga, o cortejo decorre num ambiente pesado e solene, onde os fiéis acompanham o Senhor morto no caminho até ao sepulcro. Os fatos de carregado luto, as cores dominantes – o preto e o roxo – os paramentos utilizados envolvem quem participa e quem assiste.

Prossegue-se sempre debaixo da marcha da Banda Filarmónica. A procissão sai da Igreja Paroquial percorrendo as principais ruas de Loriga. Abrindo o cortejo vai a cruz com uma toalha branca, simbolizando onde Cristo foi descido. Destaca-se na escuridão da noite, o ruído da marcha tocada pela Banda de Loriga e o bater compassado das varas de alguns irmãos da Irmandade no chão, ao ritmo do andar vagaroso da procissão.

Segue-se o Santo Sudário – que representa a mortalha de Cristo, um pano de linho com a imagem de Cristo – acompanhado pelos anjinhos dos martírios do Senhor.

De seguida, surge o esquife com Jesus Morto envolto num lençol de linho preto sendo levado aos ombros por 4 carregadores da Irmandade. A este esquife, surge a imagem de São João Evangelista e de Maria Santíssima, acompanhados pela Banda e a multidão. Chegada a procissão novamente à igreja Paroquial, faz-se a tumulização do Senhor, onde os fiéis permanecem em silêncio em veneração da imagem do Senhor no sepulcro.

 

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  • VIGÍLIA PASCAL

 

O Sábado Santo é precedido pelo Domingo de Ramos, onde acompanhamos Jesus no Triunfo e na Paixão. Ele é acolhido em Jerusalém como um Rei, com hinos, ramos nas mãos; por onde Ele ia passando, roupas eram jogadas pelo chão e havia muita euforia. Na mesma liturgia é narrada a Paixão do Senhor. O Triunfo e a Paixão de Jesus fazem-nos pensar nos nossos altos e baixos ao longo da vida. Em Jesus encontramos sabedoria e discernimento para louvarmos a Deus nas conquistas e confiarmos n’Ele nas horas amargas.

O Sábado Santo é chamado de Vigília Pascal. Na Igreja e na Liturgia Católica, antes de todas as grandes solenidades, há uma celebração de véspera ou vigília. A Vigília Pascal antecede o dia da Páscoa, o Domingo da Ressurreição de Jesus.

A Vigília Pascal faz parte também do Tríduo Pascal, onde vivemos com profundidade os passos de Jesus rumo ao Calvário, ao Sepulcro e à Ressurreição.

O Sábado Santo é celebrado ao escurecer do dia, à noite. Até as luzes da Igreja são apagadas. Todo o povo se reúne na escuridão. Esta Liturgia é muito rica nos sinais, nos gestos e símbolos. É na Vigília Pascal que acontece a bênção do fogo. O Círio Pascal, uma vela bem grande, é aceso no fogo novo, trazendo o ano que estamos vivendo e duas letras do alfabeto grego, ou seja, o Alfa e o Ômega, que representam Jesus, nossa Luz, Princípio e Fim de tudo e de todos, Senhor do tempo e da história!

A Vigília Pascal tem quatro partes fundamentais: Liturgia da Luz, da Palavra, do Batismo e da Eucaristia. Trata-se de uma celebração solene e com uma catequese muito profunda. Quando participamos, cheios de atenção e desejo de nos encontrarmos com o Senhor, ficamos maravilhados com a beleza e o esplendor em torno de Jesus, nossa Luz. A Vigília Pascal transforma a noite mais clara que o dia, e nos impulsiona a irmos ao encontro do Senhor Ressuscitado, para vê-Lo e acreditar na vitória da vida sobre a morte. A Ressurreição de Jesus torna o Sábado Santo uma Noite de Luz!

 

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DOMINGO PASCAL

 

O Domingo de Páscoa, é o ápice do ano litúrgico, é o aniversário do triunfo de Cristo. É a feliz conclusão do drama da Paixão e a alegria imensa depois da dor.

E uma dor e alegria que se fundem, pois, se referem na história ao acontecimento mais importante da humanidade: a redenção e libertação do pecado da humanidade pelo Filho de Deus.

A Ressurreição revela-nos a nossa vocação cristã e nossa missão: aproximá-la a todos os homens. O homem não pode perder jamais a esperança na vitória do bem sobre o mal.

A mensagem redentora da Páscoa não é outra coisa que a purificação total do homem, a libertação de seus egoísmos, de sua sensualidade, de seus complexos, purificação que, ainda que implique numa fase de limpeza e saneamento interior, contudo se realiza de maneira positiva com dons de plenitude, com a iluminação do Espírito, a vitalização do ser por uma vida nova, que transborda alegria e paz – soma de todos os bens messiânicos – numa palavra, a presença do Senhor ressuscitado.

 – PROCISSÃO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

 

Cumprindo as tradições religiosas da Páscoa em Loriga, realiza-se pela manhã de Domingo a Procissão da Ressurreição.

Organizada pela Irmandade das Almas e do Santíssimo Sacramento, o cortejo religioso percorre várias ruas da Vila, levando uma mensagem de paz e alegria pelo triunfo de Cristo Ressuscitado.

Nas janelas das casas são colocadas colchas coloridas, criando um ambiente solene, mas de Festa e Alegria.

 

– VISITA PASCAL

 

Durante a tarde, promove-se a visita às casas das famílias (Visita Pascal), sendo uma das mais significativas tradições da Páscoa.

O Sino toca na sua plenitude, quer para anunciar as cerimónias quer, sobretudo, para anunciar a tão esperada e desejada por todas as crianças, Visita Pascal, que em muitas zonas do Norte é mais conhecida por “Compasso”. Os sinos de Loriga, numa harmonia perfeita vão tocando a melodia que as crianças pelas ruas vão repetindo:

– Andai, andai, andai… Que o Padre já lá vai!

 

Antes do Senhor Padre levar Cristo Ressuscitado a casa de cada família, distribui rebuçados às crianças da varanda da Casa Paroquial.

Esperemos que os Loriguenses não deixem morrer estas tradições, já que são a marca indelével da tradição religiosa, que nos foi legada nesta quadra festiva.

Bibliografia

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Documentário: “Pela calada da noite…”

Filmagem e Edição: Tiago Lucas
Locução: Rui Calado
Produções Loriganet

Episódio 1

Episódio 2

Documentário: “Semana Santa em Loriga”

Filmagem e Edição: Tiago Lucas
Locução: Rui Calado
Produções Loriganet

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Reportagem TSF - Grupo de Amenta das Almas de Loriga

Reportagem TSF – Grupo de Amenta das Almas de Loriga quando se deslocou a Sacavém (Analor) – ÁUDIO

@Fotos de TIAGO LUCAS

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