Rotas

As rotas são uma rede de percursos pedestres que, pela abrangência e diversidade de locais percorridos, representam uma das formas mais enriquecedoras de conhecer Loriga e a região.

 

 

Rota: ENTRE SOCALCOS E MOINHOS – LORIGA

 

Comece na Avenida Augusto Luís Mendes, desça as ruas da vila até ao Adro e à esquerda entre na Rua da Barroca, prosseguindo até próximo da ETAR de Loriga.

Admire a paisagem de socalcos, autênticas obras de arte hoje impossíveis de construir. Na sua génese esteve o cultivo do Milho, que permitiu um desenvolvimento nunca antes visto por estas paragens, marcou profundamente a região, satisfez necessidades básicas e promoveu a melhoria das condições de vida.

Aprecie o engenho das construções do Avenal e a sabedoria dos nossos antepassados para que a cada malhada ou courela chegasse o precioso dom da rega. Entre levadas, tornadouros, barbacãs ou talhadeiros nunca morreu um pé de milho de sede.

No horizonte aviste o santuário da Senhora da Guia, Padroeira dos Emigrantes e dos Navegantes, que outrora trouxeram a rica semente de grão de milho até estas paragens.

Prossiga até à Fonte do Vale e aproveite para se refrescar e saciar a sede.

Chegue ao Tapado e contemple o património construído, associado a um passado de referência de Loriga, a indústria de têxteis e lanifícios. Observe as antigas râmbolas, onde de modo natural e apenas com o calor do sol os cortes de tecido eram secos, após a sua passagem pelos pisões. Veja os antigos edifícios fabris da Fândega, encostadinhos à ribeira, cuja água punha a rodar as enormes rodas hidráulicas fazendo funcionar toda a maquinaria industrial.

Entre no túnel da fábrica do Moura Cabral, passagem pública que acompanha a levada até à Ponte da Fábrica Nova. É um autêntico túnel do tempo, que trás à memória todos aqueles que ali deram o seu suor, o seu trabalho e a sua dedicação e ali ganharam o pão, contribuindo para o desenvolvimento de Loriga e do país.

Passe a Ponte e suba um pouco até a Levada das Montesinhas, outro canal de água de grande importância.

Vire à direita para as Lajes e … contemple velhos Moinhos de Água, outrora autênticos engenhos produtivos, que transformavam o nobre grão em farinha à força somente da mó alavancada pela água das ribeiras.

Observe também a grande Râmbola das Lajes, autêntico baluarte de Loriga, com valor para ser constituído Património Municipal. Muitos quilómetros de pano ali secaram usando a energia mais limpa que existe, muitos ombros sofridos carregaram os pesados cortes encharcados desde o pisão até à râmbola, muitas correrias para contornar trovoadas e chuvas repentinas, salvaguardando os tecidos.

Continue até à Ponte do Porto e siga à direita pela Rua do Vinhô, em direcção à Rua das Flores, Rua Sacadura Cabral, até ao ponto inicial.

 

Classificação de dificuldade do trilho: Fácil.

Tempo médio estimado: 1 horas e 30 minutos.

 

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ROTA da EIRA – LORIGA

Folheto (PDF)

 

Comece na Avenida Augusto Luís Mendes, junto à Caixa de Crédito Agrícola. Vire à direita e entre na Rua do Teixeiro. Esta rua coincide em parte com a antiga Calçada Romana e é ladeada pela Levada da Vila, autêntico canal de Rega que leva a preciosa água da Ribeira até ao mais recôndito pedaço de terra onde a gravidade o permite.

Logo a 200 metros do início encontrará o Moinho do Teixeiro, o único moinho tradicional a funcionar em Loriga. Dê uma espreitadela, veja e sinta o cheiro da farinha acabada de moer. Com alguma sorte poderá ter acesso a uma explicação do funcionamento dada pelos proprietários.

Siga até à Moenda, antiga fábrica de massas que tinha duas mós. Nesta moagem era utilizada uma azenha para aproveitar a energia da água e fazer funcionar as mós.

Desça um pouco e pare em cima da Ponte Nova. Esta ponte foi construída no Sec. XIX, no mesmo local onde antes existia uma ponte romana que terá desabado com uma cheia. Na construção foi utilizada a pedra da anterior ponte.

Aprecie o correr da água e a frescura do local, com os socalcos ainda bem conservados e aqui e ali uma ou outra rocha arredondada que ali ficou há 12.000 anos, na fase final da última glaciação.

Vire à direita onde se inicia uma subida até ao cabeço das Resteves. Olhe para a montanha e repare nos dois monumentos que ladeiam a Garganta de Loriga, a Penha do Gato e a Penha dos Abutres.

Siga em frente por entre matos e florestas e o horizonte abre para uma nova paisagem, daqui verá a Eira do Mendes, o Penedo de Alvoco e a jusante, uma perspectiva diferente da Vila de Loriga.

Inicie a descida até à Eira do Mendes, observe com atenção a eira onde milho e centeio foram durante muito tempo malhados e estendidos ao sol. Repouse um pouco.

Continue a caminhada por entre pinhais. Chegado ao Cabeço Ratinho observe com atenção mais um monumento geológico, um Caos de Blocos ou Tor.

Prossiga descendo por entre pinhais, limpos de caruma para o assentar do milho e siga até à Canada, antigo aglomerado constituído por vários edifícios que eram utilizados no apoio à agricultura e como residência permanente.

A Canada dispunha dos terrenos agrícolas de maior dimensão existentes em Loriga, as Malhadas da Canada, destinados ao cultivo exclusivo do milho.

Continue à direita em direcção ao Ribeiro da Ponte. Deleite-se com a paisagem que os seus olhos alcançam…Olhe as serranias e…tenha a perspectiva da altitude. Os socalcos… a ribeira… e ali do outro lado da ribeira aprecie o Lameiro Redondo e a Cabrósia.

Chega ao Ribeiro da Ponte, desça até à ribeira, conheça o Poço das Meninas, onde muita gente aprendeu a nadar e onde muita roupa se lavou. Aproveite para se refrescar nas águas límpidas da Ribeira da Nave.

Atravesse a Ponte e inicie subida até à Presa e observe agora de longe os sítios onde já passou.

Prossiga em direcção ao centro de Loriga. Entre na Rua da Oliveira, suba até ao Terreiro do Fundo e vire à direita pela Rua Viriato.

Passa junto a um antigo forno comunitário e chega ao Adro da Igreja.

Beba um pouco de água num dos Fontanários construídos com receitas dos emigrantes do Brasil, no início do século XX.

Pode, querendo, entrar na Igreja Matriz, dedicada a Santa Maria Maior.

Regresse ao sítio de partida na Avenida Augusto Luís Mendes, onde poderá provar a Broa e o Bolo Negro de Loriga.

 

Classificação de dificuldade do trilho: Fácil.

Tempo médio estimado: 2 horas e 30 minutos.

 

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Rota: PANORÂMICA do VALE de LORIGA – LORIGA

 

 

Inicie o percurso na Avenida Augusto Luís Mendes, junto à Caixa de Crédito Agrícola. Vire à direita e entre na Rua do Teixeiro. Esta rua coincide em parte com a antiga Calçada Romana e é ladeada pela Levada da Vila, autêntico canal de Rega que leva a preciosa água da Ribeira até ao mais recôndito pedaço de terra onde a gravidade o permite.

Logo a 200 metros do início encontrará o Moinho do Teixeiro, o único moinho tradicional a funcionar em Loriga. Dê uma espreitadela, veja e sinta o cheiro da farinha acabada de moer. Com alguma sorte poderá ter acesso a uma explicação do funcionamento dada pelos proprietários.

Siga até à Moenda, antiga fábrica de massas que tinha duas mós. Nesta moagem era utilizada uma azenha para aproveitar a energia da água e fazer funcionar as mós.

Desça um pouco e pare em cima da Ponte Nova. Esta ponte foi construída no Sec. XIX, no mesmo local onde antes existia uma ponte romana que terá desabado com uma cheia. Na construção foi utilizada a pedra da anterior ponte.

Aprecie o correr da água e a frescura do local, com os socalcos ainda bem conservados e aqui e ali uma ou outra rocha arredondada que ali ficou há 12.000 anos, na fase final da última glaciação.

Vire à direita onde se inicia uma subida até ao cabeço das Resteves. Olhe para a montanha e repare nos dois monumentos que ladeiam a Garganta de Loriga, a Penha do Gato e a Penha dos Abutres.

Prossiga no caminho à esquerda, continue a subida passando por partes do trilho ainda com Calçada Romana bem preservada. Veja Loriga numa outra perspectiva, observe o Penedo de Alvoco e continue até à Casa do Guarda.

Pare, encha o peito de ar, beba, beba a água mais gostosa de Loriga, a da Fonte dos Azeiteiros, água maravilhosa e de grandes tradições, nascida no Cabrum.

Continue pela Estrada Nacional, respire o ar puro a cerca de 1000 metros de altitude e em pouco tempo chegará ao Mirante. Observe Loriga e continue um pouco mais de 100 metros. Vire à direita para a Estrada do Fontão, siga até ao Leitor de Paisagem. Aí tem o Vale de Loriga em todo o seu esplendor: a Serra Granítica moldada pelos glaciares há mais de 12000 anos, as Ribeiras de S. Bento e da Nave, a humanização da paisagem com os infindáveis socalcos que contornam todo o vale de Loriga, hino ao esforço e dedicação dos nossos antepassados que desbravaram e moldaram o rude relevo, disciplinaram as águas e conquistaram campos agrícolas para a cultura dominante do Milho, esse nobre invasor vindo das Américas.

Aprecie ainda a zona de contacto do granito com o xisto e toda a flora do vale.

Regresse calmamente pela Estrada Nacional 231. Passe junto ao Campo de Futebol das Casinhas, à Ribeira do Cortiçor, ao Chão da Ribeira e dirija-se até à Ponte do Zé Lages, e aprecie a bela paisagem circundante. Refresque-se na Praia Fluvial.

Prossiga pela estrada, detenha-se na Vista Alegre e aproveite para petiscar saborosos produtos de Loriga.

Regresse ao ponto de partida na Avenida Augusto Luís Mendes.

Classificação de dificuldade do trilho: Fácil.

Tempo médio estimado: 2 horas.

 

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Rota: Milho em Terras de Xisto – Loriga

Inicie no Adro da Igreja Matriz de Santa Maria Maior, siga pela Rua Viriato e desça até à Fonte do Vale. Aproveite e refresque-se.

Siga à direita pela estrada que vai até à ETAR de Loriga. Aprecie à sua direita o Vale da Ribeira de São Bento, imagine o esforço colossal investido no passado para transformar aquela paisagem outrora autênticas ladeiras com grande declive, que a necessidade e o saber do Homem de Loriga transformou em campos agrícolas sem que grande mestre ou arquitecto tivesse ditado as regras. Autêntico património da humanidade a exigir e merecer no presente um acrescido esforço e investimento na sua preservação.

Continue o trilho passando pelo Carreiro do Álvaro, até à Ponte do Pisão do Barruel, onde as Ribeiras da Nave e de São Bento se unem começando aqui a Ribeira de Loriga. Olhe para trás e repare na imensa escadaria formada pelos socalcos.

Na Ponte e para jusante siga pelo carreiro à esquerda e suba um pouco, começando a ter à sua frente os pelinteiros. Esta zona é em termos florestais muito interessante, aqui poderá ainda desfrutar de uma floresta com varias espécies onde predomina o castanheiro “castanea sativa”, o pinheiro bravo “pinus pinaster”, Carvalho “Quercus robur”, desponta também a Azinheira “Quercus ratundifolia” e uma  enorme quantidade de arbustos dos quais o mais interessante é o pirliteiro “crataegus monogyna” e o medronheiro “Arbutus unedo”.

Se aprecia geologia está no palco certo. Começa a atravessar uma zona de contacto xisto/granito, ladeando a ribeira, de um lado zona de xisto, do outro, lado direito, zona granítica.

Observe o Vale e acompanhe o leito da Ribeira, a forma como ela contorna e se encaixa por entre os montes. Aqui o efeito erosivo da água é mais intenso aproveitando o local exacto e fragilizado do contacto das duas rochas, uma sedimentar e outra magmática. Mais à frente observe a meandrização do Vale onde a ribeira descobrindo as fragilidades originadas por falhas tectónicas serpenteia o Vale.

Esses meandros foram em tempos aproveitados para desviar as ribeiras e possibilitar a conquista de mais terrenos agrícolas, sendo que o desvio da ribeira, dado o desnível no corte, formou uma cascata e um novo poço a que se chamou Poço da Broca. São 5 meandros em que se alterou o curso das ribeiras, Loriga e Muro no vale de Loriga, Aguincho, Fradigas e Barriosa na Ribeira de Alvoco, ali denominadas obras do Caratão.

Continue por denso povoamento de Pinheiro Bravo, já nascido depois do grande incêndio de 1990, desça pela cumeada até à Ribeira, atravesse no pontão existente, antes da ponte. Na levada à direita encontrará uma nascente de água. Aproveite para reabastecer.

Dê uma espreitadela ao Poço da Broca, refresque-se nas águas da ribeira e suba  até ao Sarapitel, antigo aglomerado urbano outrora habitado de forma permanente.

Um pouco mais acima apanhe a Levada da Cabeça, magnífica construção com cerca de 7 quilómetros, que leva a água para rega a toda a freguesia da Cabeça, servindo também como via pedonal para os terrenos agrícolas. A partir deste ponto não tem nada que enganar, é sempre à beirinha da Levada. Recomenda-se algum cuidado e muita atenção, principalmente a quem tem vertigens, pois em determinados pontos há autênticos precipícios e há que evitar acidentes.

Ao passear na Levada, se olhar à esquerda terá uma vista sobre uma outra, a Maestra a Brava. No Cabeço da Mestra Brava, onde está instalada a antena retransmissora de TV, poderá encontrar o Azereiro, “ Prunos Lusitanica”. É considerado uma relíquia das florestas lauráceas que dominavam a área da bacia do Mediterrâneo no Terciário. Autêntico resistente, permanece nestas paragens desde que havia por cá, imaginem, clima tropical. É fantástico.

Siga sempre pela levada, canal de rega único, onde além dos terrenos em socalcos poderá ainda reparar nos edifícios de apoio à agricultura e moinhos!

Por fim chega à Aldeia da Cabeça, pare junto à Senhora da Nazaré, refresque o corpo e o espírito. Vá à descoberta desta lindíssima aldeia, aprecie os encantos do povoado e dos caminhos por entre socalcos, vá ao Poço da Ponte e desfrute da água da serra, do clima e vegetação mediterrânicos. Vai ver que vale a pena.

Classificação de dificuldade do trilho: Médio (especial atenção em certos troços da Levada)

Tempo médio estimado: 3 horas.

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@Fotos de TIAGO LUCAS

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